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Prazer, meu nome é Rafael Carduz Rocha!

Compartilho no primeiro post deste blog o link para a minha dissertação de mestrado, defendida em 2018 no Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da UERJ. Ela foi orientada pelos professores Theotonio do Santos e Aluisio Pampolha Bevilaqua.

Tendo me debruçado sobre o tema da crise na produção científica e suas relações com a crise do capital nos últimos anos, farei deste blog um espaço para compartilhar algumas reflexões e dados que utilizei em minha pesquisa e outras anotações que não estiveram presentes no trabalho final.

Na dissertação abordo algumas das formas através das quais a crise na ciência é percebida pela comunidade de cientistas em distintos campos do conhecimento como, por exemplo, a Crise da Reprodutibilidade, a Crise da Responsabilidade Acadêmica, a Crise da Estatística e o problema das fraudes e dos enviesamentos. Defendo que, vistos em conjunto, esses impasses comprovam a existência de uma Crise de Paradigmas na Ciência.

Busco correlacionar essa crise de paradigmas com aspectos mais gerais da sociedade, a partir da descrição de Bevilaqua (2017) de como a crise orgânica do capital se generaliza para todas as esferas da sociedade, por ser a relação-capital a base da produção material da vida humana, o que impacta a produção científica que passa a vivenciar diversas crises específicas. Não o faço a partir de um abuso reducionista, ignorando a especifidade de cada um desses problemas, mas almejando entender como essas questões se unificam através do desenvolvimento histórico.